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Vertical Farming: um novo método de produção adaptado aos grandes desafios alimentares

Publié le 07/03/2022 - par Judith
Lecture 2 minutes
Um novo método de produção adaptado aos grandes desafios alimentares

As expectativas da sociedade e um mundo agrícola em mudança

Não é surpresa que o mundo em que vivemos está a sofrer mudanças profundas. E isso não podia deixar de se reflectir na nossa agricultura.

 

Como todos sabemos, a população mundial continua a crescer, já esgotámos todos ou grande parte dos nossos recursos naturais, e as nossas terras agrícolas estão constantemente a desaparecer em prol das áreas urbanas.

 

Estamos também a assistir a uma clara mudança nos hábitos alimentares reforçada pelo estado do nosso planeta e pela crise sanitária que temos vivido. As pessoas estão a diminuir cada vez mais o consumo de carne e a aumentar o consumo de vegetais. No entanto, a procura por estes vegetais está cada vez mais exigente. Procuram vegetais saborosos, de qualidade e biológicos. Esta tendência é notória pelo número crescente de serviços de entrega em casa, de cestos de legumes, e também pelo aumento de lojas que oferecem produtos biológicos.

 

Contudo, perante uma procura em constante crescimento, como podemos produzir de uma forma mais sustentável?

 

A Vertical Farming surge assim como uma solução para complementar a produção convencional.

 

 

Mas de que se trata tudo isto?

Numa quinta vertical, o ambiente é inteiramente controlado: a plantação é feita acima do solo, utilizando sistemas hidropónicos, as plantas crescem em substratos e são abastecidas com nutrientes através de água que circula em circuito fechado. A temperatura, a luz, a humidade e o fornecimento de água são controlados e podem ser ajustados, utilizando menos 90% de água do que na produção tradicional. A pegada também é reduzida: uma vez que o objetivo da Vertical Farming é produzir verticalmente, ou seja, para cima!

 

Muitas vezes, as placas de cultivo são colocadas umas sobre as outras, permitindo assim que a mesma quantidade de terra seja cultivada. De acordo com os dados da Plantlab, uma exploração agrícola vertical, a funcionar em plena capacidade pode atingir um rendimento de 80 a 120 kg por metro quadrado/ano. Enquanto que uma exploração agrícola tradicional só conseguirá atingir um rendimento de 3 a 9 kg por metro quadrado/ano.

 

Para além de tudo isto, uma das maiores vantagens da Vertical Farming é a sua capacidade de produzir vegetais frescos em qualquer lugar, durante todo o ano! As quintas verticais são criadas nas cidades, em estreita proximidade com os habitantes, que podem assim consumir legumes frescos durante todo o ano, sem necessidade de recorrer a intermediários.

 

A Vertical Farming pode ser implementada em edifícios, parques de estacionamento, terraços, mas também em áreas onde a produção está a tornar-se cada vez mais complicada, ou nunca foi possível.

 

As primeiras explorações agrícolas verticais surgiram na Ásia (nomeadamente no Japão, Taiwan e Singapura) justamente por as terras agrícolas estarem a perder lugar para as construções urbanas. Em Singapura, por exemplo, o complexo SKY Greens, implantado em 2010, é composto por 120 torres com 9 metros de altura. Cada torre tem 38 andares nos quais são cultivadas diversas variedades de alface.

 

Nos Estados Unidos também já foram construídas as primeiras quintas verticais. Em 2017, a AeroFarms, construiu um complexo de 12 andares, com 6.500 metros quadrados nos subúrbios de Nova Iorque, capaz de produzir cerca de 900 toneladas de legumes por ano, com amadurecimento dos legumes numa quinzena e potencial para 20 a 30 colheitas anuais. Este complexo revelou-se 300 vezes mais rentável do que uma exploração agrícola convencional no mesmo espaço!

 

Por fim, a Europa também já começou a considerar este novo método de produção e as empresas em fase de arranque têm vindo a angariar fundos.

 

Há um ano atrás, a Infarm, start-up com sede em Berlim, angariou 170 milhões de dólares para apoiar o seu desenvolvimento e hoje já conseguiu implantar mais de 1.000 explorações agrícolas em cerca de trinta cidades, espalhadas por uma dúzia de países. As ambições do Infarm já incluem não só a Europa, mas também a América do Norte e a Ásia.

 

Por sua vez, a Jungle, uma start-up francesa criada em 2016, conseguiu angariar 42 milhões de euros, há seis meses, para continuar os seus investimentos em I&D e expandir-se por toda a Europa.

 

E quanto à VOLTZ Maraîchage?

O nosso objetivo sempre foi responder às necessidades dos nossos clientes, e evoluir com eles quando necessário. Tendo isso em conta, optamos por acompanhar as explorações verticais que confiam em nós neste novo mercado, selecionando as diversas variedades que se adaptam à cultura de interior: quer se trate das exigências, taxa de crescimento, rendimento ou sabor da planta. Com o nosso estatuto de criador de genética de plantas, desenvolvemos uma gama de sementes dedicadas às Quintas Verticais, e selecionámos a melhor qualidade sanitária e germinativa.

 

Estamos constantemente a progredir através do desenvolvimento conjunto com o sector, e o nosso objetivo a curto prazo é oferecer todas as variedades que as explorações agrícolas necessitam.

 

Temos atualmente uma equipa de vendas nos EUA, na Europa e no Pacífico, e a nossa gama é também comercializada através do nosso site, nos 22 países da União Europeia pertencentes ao espaço Schengen.

 

O caminho foi traçado e os objetivos são claros: "Num ano, as vendas neste sector aumentaram 130%, e a previsão para os próximos dois anos parece ser de cerca de 450%", explica Pascal Chrétien, Director da VOLTZ Maraîchage.

 

Pretendemos ir ainda mais longe, abrindo uma unidade de desenvolvimento para a Vertical Farming em 2022, dentro do nosso centro de Investigação e Desenvolvimento na Alemanha.

 

 

Convidamo-lo a contactar a nossa equipa caso deseje acompanhar os nossos desenvolvimentos sobre este assunto.